Palavras malditas e agourentas são aquelas que disseste a mim e a todos os outros, tolos, mendigos dependentes de sua existência! Pois amanhã, as mesmas vestes que te cobrem a nudez, hão der servir como trapos para te esconder a vergonha!
Que meu ódio seja a causa de teu fracasso! Que o medo da decomposição seja deliberadamente arrancado das entranhas de minha alma! A morte, o mais belo e doce fim, há tempos ocorreu; o que me resta é ainda a carne. Mas não devo recordar o passado: que este seja abolido com todo o resto. Porém, todo o resto ainda me definha, torna-me mais um louco que alterna seu humor!
Eu sonhei. E por mais que em tenro sonho seus lábios me tocaram a face, não reclamo: acordei. E que dessa realidade seja a feita a minha vontade, pois do mais puro dos altruísmos surgiu o egoísmo.
E sem mais poder dizer, tocar, amar, eu apenas penso - e felizes são os alienados, pois estes não precisam pensar! Então, desgraço-me por inteiro, enveneno-me com o sentimento! Mas ainda invoco a razão, mesmo que no limiar do mais profundo dos poços. E lá, onde todos os sussurros ecoam como respostas de nós mesmos, eu grito: amei, por isso sofri; amei demais e por isso morri!

1 comentários:
Denso pra caramaba. Muito foda.
Eu queria escrever assim.
É o senhor se rebelando, cheio de fúria e amargura,abordando os sentimentos extremos de si e de qualquer ser-humano, o que pra mim é a mais bela música.
Em alguns trechos ví o senhor enterrando uma faca no leitor e revirando suas vísceras enquanto torcia o cabo.
Palmas brow!
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