Neste exato momento estou em um dos sete campos de futebol que existem na minha escola.Estou rascunhando este texto numa folha de papel por dois motivos:não tenho o que fazer e estou inspirada.
Antes que você me pergunte, não, eu não estou no intervalo. Fui obrigada a sair da sala de aula. Estou sem a apostila. De novo.Inglês é uma matéria inútil.
Olha,folhas secas no chão. Um presságio do outono.
Enfim,vamos ao meu texto.A minha ispiração veio na verdade na aula de português,agora à pouco,durante uma discussão (que não foi discutida). O assunto simplesmente veio à tona, mas o professor não quis debater. Ia ser muita polêmica, e a minha sala não ficaria mais quieta durante a aula toda.
Uma menina de 9 anos foi estuprada pelo padrasto. Engravidou de gêmeos. Como era uma gravidez de risco, decidiu-se fazer um aborto. O médico que o fez foi excomungado pelo bispo.
Em primeiro lugar, gostaria de ressaltar o fato de que neste país não estamos mais seguros nem nas nossas próprias casas. Simples demais para não entendermos.Bizarro demais para aceitarmos.
Em segundo lugar, casos de estupro como esse são os únicos que eu concordo com o aborto. A doutrina espírita acredita que a partir do momento da fecundação existe vida. Portanto, abortar é matar, e duvido que alguém seja tão perfeito a ponto de ter direito de tirar a vida de outro.
Droga, tem uma taturana subindo na minha calça.
Terceiro, acho que a igreja católica deveria rever seus conceitos. Diz que somos todos iguais perante Deus, mas se acha superior à medicina e à ciência. Tanto é que o bispo se achou no direito de excomungar o médico. Contraditório,não?
scientia et virtue: ciência e virtude (latim).

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