sábado, 28 de março de 2009

Seguindo alguns conselhos, aqui vai uma abordagem diferente. Um exercício; tentativa de revelar outra personalidade. A diferença será percebida comparando esse com outros textos.

"Sou escritor, acredito no que for preciso para criar um texto" [Neil Gaiman]

Há quem pense que enlouqueci. Eu tenho certeza. Perdoem-me os sentimentais et loc genus omne, mas cansei do indigno romantismo; sentimentos não levam a nada senão à ilusão. A decadência está implícita no sentir, juntamente com a fraqueza. A razão, pois, converge com o agir na realidade - a fantasia dos sensíveis está longe de encaixar-se em tal realidade.
Meu niilismo sempre conduziu-me à verdade; distante de julgamentos influenciados pelo ressentimento ou amor, por exemplo. Assim como Nietzsche conseguiu curar-se de sua enfermidade um dia, busco curar-me da minha hoje. As semelhanças não encerram aí: também deixei a decadência para o resto e enxerguei; pouco no começo, cada vez mais agora.
O que virei a ser pouco importa; do presente se faz o futuro. Por isso a tentativa de superação - ó insânia!
Dentre as crenças, tenho a minha: a razão. "Eu sou curioso por demais, questionável por demais, animado por demais para poder aceitar uma resposta esbofeteada. Deus é uma resposta esbofeteada e grosseira, uma indelicadeza contra nós, os pensadores - no fundo apenas uma proibição esbofeteada e grosseira contra nós: vós não deveis pensar!".
Pois bem, a aceitação de minha condição independe do consentimento dos outros animais - destes não se deve ouvir nada. Os valores inversos são adorados por eles como se garantisse o futuro.
Minha altiva solidão foi sempre a melhor companhia - por ela não tenho asco. Tenho apenas a mim e a mim mesmo, o suficiente para ocupar-me para sempre.

0 comentários:

Postar um comentário