
Ah, mais uma de minhas péssimas poesias. Não importa. Ando um pouco cansado de escrever em prosa, e gostaria de treinar as artes poéticas.
Dos sentimentos se fazem os momentos,
Dos momentos as lembranças,
Das lembranças a vida:
Ó tênue tecido de linhas coloridas!
Coloridas como os dias, enodoadas como os instantes,
Cruzadas e descruzadas com agulhas que são o presente.
Azuis, brancas, douradas, até mesmo cinzas e pretas,
Linhas finas e resistentes cujo os pontos não podem ser desfeitos,
Mas que estragam-se e desmancham com o tempo.
O Tempo!
Não o perca.
Nunca.
Viva.
Pense.
Sonhe.
Sinta.
Ele passa.
Grita.
Mas congela-se em palavras
Íntimas de uma poesia.
E como as pétalas das flores,
Vão-se os amores:
Desfeitos,
Cansados,
Tristes,
Ainda amados.
Mas a saudade tem esperança,
De que as flores que morreram
Nasçam novamente,
E cresçam,
E vivam,
E ardam num misterioso fogo,
Um dia aceso.

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